sábado, 12 de novembro de 2011

O Bom Dentista

Quando estava na faculdade, numa das clinicas de Periodontia, nosso orientador contou o caso de um paciente que elogiava seu dentista, que durante anos tratou seus dentes.
Tudo que o colega fazia ficava ótimo.
Canal, Restaurações, Coroas, PPR, etc.
Naquela conversa o elogio era para a dentadura que tinha acabado de fazer com o tal colega.
_Tirei todos os dentes e pus essa imediata que está show. Bonita, não machuca, não cai...
O professor contou este caso para exemplificar um caso de colega que não dava atenção a Periodontia.
Para ele, um bom profissional, nunca teria um paciente necessitando de Protese Total. Anos de relação deveriam ser suficiente para que o paciente mantivesse os dentes na boca. Pelo menos a maioria.
Anos tratando o paciente, e não conseguiu controlar a doença que acabou por levá-lo a Protese Total.
Sempre tive isso em mente, e a despeito da sentença de obrigação de resultado proferida contra um ortodontista, recentemente, sabemos que nem sempre o nosso melhor tem o melhor resultado. O paciente tem sua "enorme" parcela no resultado final.
Hoje, quase vinte e um anos depois da formatura, reavaliei a colocação do professor.
Desde recém, formada, atendo uma querida amiga de infância.
Diabética desde os vinte e poucos anos, dependente de insulina e nada disciplinada.
Restaurações, Endodontias, Tartarectomias foram muitas.
A doença periodontal apareceu e se agravou.
Fraturas e estética comprometida levaram a necessidade de Proteses individuais.
Outras fraturas, avanço da periodontite culminaram em coroas torais em todos os elemento superiores.
A indisciplina continuou.
Indiquei tratamento periodontal, mas, infelizmente, ela foi a uma colega do folheto da Bradesco Dental, e quando voltou... Nem é bom lembrar! Como Clinica Geral, faria MUITO melhor (não estou generalizando nada heim!).
Há alguns anos venho tentando manter os elementos em boca da melhor maneira possivel, mas fui vencida!
Hoje nós agendamos as Exodontias seriadas e a colocação de uma Prótese Total Imediata.
Devo dizer que estou dividida entre a tristeza e a alegria.
Alegria porque acredito que com a PT, minha querida amiga poderá recuperar a capacidade de mastigação e a estética.
Tristeza porque gostaria de ter tido um outro desfecho para essa história.
Fiz tudo o que pude. Tudo o que estava ao meu alcance, mas, não consegui motivar sua disciplina.
Espero que ela tenha essa consciência e possa elogiar minha PT também .

UPDATE: No dia 16/12/2011 fizemos as exo e a adaptação da imediata. Já ajustei 4 vezes e agora ela parece mais adaptada a nova realidade.
Eu ainda trabalho isso na minha cabeça!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ainda sobre a invasão da USP

É provável que pouca gente leia este texto, mas preciso externar.
Alguns colegas o farão, espero!
A arruaça promovida por este bando de " idores de escola", sim, porque pra mim, ir na faculdade,não é estudar, é  algo absurdo.
Como alguém acredita, que a lei é mais lei pra uns que para outros?
Ser dependente de drogas é uma doença, mas isso não faz, com que seu uso deixe de ser crime.
Se isso já não bastasse, o fulano acha que pode invadir e depredar um prédio publico em nome da "sua" liberdade.
O estado hoje, teve que desviar 400 homens do efetivo policial, para fazer a reintegração de posse da USP.
Seres, espécie de humanos, que chamam a manutenção da ordem e o resgate do bem publico de "repressão"?
Em que mundo eles vivem? Em que país? Em que época?
Coitados, foram colocados em salas escuras, empurrados, sofreram violência. Devemos lembrá-los que eles iniciaram a violência.
Eu, de minha parte, quero que paguem por cada mesa e computador quebrado. Parte daquilo foi custeado com meus, nossos impostos.
Gostaria de saber a visão deles, se tivessem seu carro fosse roubado, ou sua irmã fosse atacada, aí a polícia poderia fazer seu trabalho? Aí não seria repressão?
Cada policial daquele estava só tentando fazer o seu trabalho.
Aos pais desses "meninos e meninas" deixo a minha visão:
"Quando o papai/mamãe não dão limites, a polícia tem que dar!"

domingo, 6 de novembro de 2011

Boliviano nascido no Brasil.

Não posso reclamar da recepção que tive na Espanha, terra do pai do meu marido. Eu não.
No entanto frequentemente tomamos conhecimento do impedimento da entrada de brasileiros em terras espanholas e em outros países da Europa.
Assolados em crise financeira, esses países, tentam com essas medidas impedir que os estrangeiros fixem residência por lá e com isso tomem, dos nativos, postos de trabalho.
Em alguns casos a atuação dos agentes de imigração chega a  causar constrangimentos aos "turistas", que sofrem discriminação e até tortura psicológica.
Por vezes ficam em salas incomunicáveis, sem comer, até serem "deportados".
Por quê aqui, então, o governo é tão permissivo?
Antes que gritem, sou descendente de italianos e sei da contribuição imensurável que estes, os portugueses, espanhóis, alemães e etc. deram para a formação e desenvolvimento do nosso país.
O foco da minha revolta, neste momento, são os bolivianos.
De novo: Não estou generalizando.
Moro na Zona Nordeste da Capital Paulistana. Bairro de classe média baixa.
Já há alguns anos que sofremos com a "ïnvasão" dos dissidentes de Evo Morales.
Durante a semana eles passam amontoados em casas fechadas e úmidas.
Vivem com medo de abrir a janela e serem descobertos pela imigração.
A imigração não entra, mas o sol também não.
Enchem os postos de saúde com problemas respiratórios, e invariavelmente dão endereço errado.
Rapidamente têm filhos, e os registram. Assim sentem-se mais seguros.
Trabalham na sua grande maioria em oficinas de costura, montando peças e ganhando centavos por cada peça. Quase trabalho escravo.
Se revezam em turnos, de forma que as máquinas nunca param.
Assim que conseguem alguma "estabilidade" mandam buscar outros.
Quando não são trazidos por "gerentes" de oficinas já pensando na mão de obra barata. Não reclamam da situação. Têm medo.
Nos finais de semana é que se fazem vistos. Aparecem em grupos e pequenas familias. Tem sempre uma criança "brasivoliana" .
É neste ponto que me pego.
São muitos e ilegais. Entram simplesmente atravessando a fronteira.
Ocupam postos de trabalho de brasileiros e sobrecarregam o sistema de saúde, sem contribuir com um centavo para isso.
Não acho que devam ser discriminados ou enxotados, mas sim termos uma política de limitação de entrada, ou maior fiscalização das fronteiras.
Sinto que tenham más condições em sua terra natal, mas quando os brasileiros, assim pensam, e procuram melhores condições, em situação de ilegalidade em outros países, são deportados quando descobertos.
Desejo apenas que as autoridades imigratórias brasileiras revejam suas ações e protejam os empregos e o serviço de saúde do nosso povo.