quarta-feira, 20 de julho de 2011

Só o tempo...





Only Time

Who can say where the road goes,
Where the day flows?
Only time...

And who can say if your love grows,
As your heart choose?
Only time...

Who can say why your heart sighs,
As your love flies?
Only time...

And who can say why your heart cries,
When your love lies?
Only time...

Who can say when the roads meet,
That love might be,
In your heart.

And who can say when the day sleeps,
If the night keeps all your heart?
Night keeps all your heart...

Who can say if your love grows,
As your heart choose?
Only time...

And who can say where the road goes,
Where the day flows?
Only time...

Who knows?
Only time...

Who knows?
Only time...


Só o Tempo

Quem pode dizer para onde vai a estrada?
Para onde o dia flui?
Só o tempo ...

E quem pode dizer se o seu amor cresce,
Conforme seu coração escolhe?
Só o tempo...

Quem pode dizer por que seu coração suspira
Conforme seu amor voa?
Só o tempo

E quem pode dizer por que seu coração chora,
Quando seu amor mente?
Só o tempo...

Quem pode dizer quando os caminhos se cruzam,
Que o amor deve estar
Em seu coração ?

E quem pode dizer quando o dia termina,
Se a noite guarda todo o seu coração?
Se a noite guarda todo o seu coração...

E quem pode dizer se o seu amor cresce,
Conforme seu coração escolhe?
Só o tempo...

Quem pode dizer para onde vai a estrada?
Para onde o dia flui?
Só o tempo ...

Quem sabe?
Só o tempo...

Quem sabe?
Só o tempo..

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Não diminua minhas conquistas!

Nasci numa familia de classe media, numa época que isso significava algo.
Sempre estudei em escola publica, numa época que isso era bom.
Optei pela Odontologia numa dessas conspirações do Universo.
Apesar das condições financeiras da minha familia, nunca pensei em não fazer a faculdade porque era cara.
Prestei USP, mas não deu.
Então, em 1986, decidi prestar todos os vestibulares da região, em pelo menos uma eu esperava entrar.
Foram 8 : Objetivo, Metodista, Mogi, Bragança, Unicid, OSEC, USP e uma para Biologia, sempre que possível, na opção noturno, e se entrasse no matutino ou integral, tentaria transferência. Trabalharia de dia e estudaria à  noite. Simples assim. Nem tanto!
Passei na segunda lista da OSEC/UNISA, no noturno. Pronto, primeira etapa vencida.
Assistente de dentista que eu era, meu salário era 1/4 do valor da mensalidade.
Paguei a matricula com dinheiro emprestado.
Pedi bolsa de estudo na faculdade e Credito Educativo na CEF (hoje FIES).
Em junho o credito educativo foi negado. Entrei em pânico. Chorei durante um laboratório de anatomia inteiro. Toda a turma tentava me consolar. Na grande maioria, felizmente, não entendiam minha realidade.
Eu já estava com 5 mensalidades atrasadas, e ir na tesouraria pedir liberação de prova era minha rotina.
Em julho, a faculdade me concedeu bolsa de 50%. Ufa!!!
Metida que sou, propus que me quitassem o primeiro semestre total e eu pagaria o segundo integral. Eles aceitaram , e eu pude dormir algumas noites tranquilas.
Fiz novo pedido de credito e em setembro ele foi aprovado. Foram os nove meses mais longos da minha vida. Agora sim eu podia dormir. Quando sobrava tempo!
Eu trabalhava o dia todo e cursava a noite. Maravilhosas pessoas cruzaram o meu caminho e facilitaram minha vida estudantil. O patrão com intrumentais (ele me emprestou uma alta e uma baixa rotação, entre muitos outros), colegas dando carona ou transportando minha maleta pesada, facilitando assim minha ida de ônibus. Emprestimo de livros  pelos colegas que namoravam e estudavam juntos  e me cediam o outro, faziam os trabalhos de grupo e eu, sempre falante, apresentava sem ter que ir às reuniões.
Varava noites estudando, num processo contra producente. No dia seguinte trabalhava o dia todo e à noite fazia prova muito cansada. Mas era o jeito. Em períodos de provas, fazia isso por duas semanas seguidas.
Passei em anatonia e bioquimica com a menor nota possível, mas compensei em Perio e Endo.
Nunca peguei DP. Morria de medo. Afinal, meu curso era financiado e se tivesse custos extras, passaria minha vida inteira pagando.
Precisei da ajuda de outros, inclusive do meu então namorado pra ser fiador junto a CEF. Foi um dos favores mais importantes que alguém já me fez na vida. Foram 3 no total.
Um ano depois de formada, o financiamento começou a vencer. Era pouco, mas eu também ganhava pouco.
Como usei por 4 anos e meio, tive 9 anos para pagar (o dobro), mas minha estrela brilhou novamente e as mudanças no dinheiro brasileiro, defasaram minhas parcelas.Consegui vencer mais esta etapa.
Fui trabalhar para colegas, nem sempre gostando, mas...
O colega pra quem eu trabalhava enquanto estudava era especialista em endo e perio, daí minha facilidade na faculdade. Mesmo sem saber o que ele estava fazendo, eu aprendia. E muito.
Minhas boas notas renderam convites pra fazer endo para os colegas que não queriam nunca mais ver uma lima K. Eu precisava trabalhar. Fui.
Como gosto de fazer as coisas direito, me atualizei e estudei muito. Acabou que me apaixonei pela Endo. Olha o destino agindo novamente. Eu não escolhi a endo, ela me escolheu :)
Com a chegada dos filhos, senti a necessidade de montar consultorio perto de casa. 
Vendemos nosso carro (ta bom, nosso Escort!) e fizemos divida novamente.Meu marido sempre foi parceiro.
Aluguei um ponto vizinho de casa. Não tinha telefone. Minha irmã cedeu uma extensão externa da casa dela. 
Dois anos depois, vagou um prédio que meu sogro tinha alugado e eu mudei o consultório pra lá, onde estou até hoje. E pretendo continuar.
Não teve sofrimento, nem vi isso tudo passar, mas não foi fácil.
Agora, quer me ver irritadíssima é falar pra mim: "É doutora, mas a senhora pôde estudar..."
Não meu caro, "Eu quis estudar..."
Fui atrás do meu sonho. Fiquei sem dormir. Fui morar fora e casa (com parentes). Gastava todo meu salário na dental. Comia de marmita e engoli muito sapo.
Como tenho poucos hectares, minha colheita é pequena, mas hoje vivo dela.
Sou feliz e realizada.
Você pode não dizer nada, mas não diga: Você pôde. 
Diga então: Você conseguiu!!!

sábado, 9 de julho de 2011

Diminuindo o trauma da endodontia


Esta pagina é pra ajudar vc que apesar de não dominar a endodontia, ainda não pode se dar ao luxo de dizer não faço.
Como toda especialidade, a endo tem os seus mistérios, mas o colega Prof Jesus Djalma Pecora pode te ajudar.
Na pagina http://www.forp.usp.br/restauradora/temas.html a endodontia é abordada em tópicos.
Você pode ler somente anatomia interna, instrumentação ou medicação intra canal.
-Navegar pela instrumentação rotatória, ou pela boa e velha lima K.
-Quando usar hipoclorito, clorexidina ou H2O2.
O texto é fácil e objetivo.
Você pode ir fundo nas revisões da literatura  ou direto nas conclusões, mas com certeza vai encontrar respostas para suas duvidas.
Pode ser que você continue sem muita afinidade com a endodontia, mas suas chances de erros diminuirão muito.
É como se você tivesse o professor de endo do seu lado.
E acredite, tem horas que isso faz toda a diferença.
Só não sei porque do “restauradora” no endereço!
Passa lá, vale a pena

quinta-feira, 7 de julho de 2011

As armadilhas do destino



Me encanta as conspirações do Universo.
Um dia vc decide estudar num curso pré vestibular porque ele é o mais próximo de casa.
À noite, pq trabalha o dia todo.
Nas turmas de maio porque perdeu a do inicio do ano.
Pelos mesmos, ou por outros motivos, ele toma a mesma decisão.
Vocês se conhecem. Idas e vinda e começam a namorar.
Mundos diferentes, realidades diferentes, mas não tem jeito, os caminhos cruzados agora estão atados.
Casamento, família e filhos como sequência natural.
Objetivos e projetos comuns ocupam suas mentes.
E de repente: Passaram-se 21 anos!!!
É assim que eu me sinto hoje.
É só mais uma data, um numero no calendário, mas com uma carga enorme!
Tudo o que fiz nestes 21 anos foi pensando no coletivo. Na “nossa” coletividade.
No dia 07/07/1990 nós iniciávamos uma nova fase em nossas vidas, que graças a DEUS dura até hoje, e durará por muitos mais.
Convido-os a compartilhar comigo a alegria deste dia, minhas bodas de Zircão.
Em tempo: Esse principe já tem dona!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A diferença entre querer e precisar

Costumo brincar dizendo que mulher nunca quer uma coisa: ELA PRECISA!!!
De um rimel, de um sapato, de um vestido, de um fotopolimerizador, de uma alta rotação etc.
É bem verdade que às vezes precisamos mesmo (no momento PRECISO de uma bota linnnnda!)
Mas precisar subentende-se que não se pode ficar sem. 
Em tempos de vasas magras sempre me pergunto: Posso passar sem isso?
E quando a resposta é sim, mudo meu foco.
Então: SÃO PAULO REALMENTE PRECISA SEDIAR A COPA DO MUNDO?
Eu adoro futebol e como disse alguem, "Futebol é a coisa mais importante entre a menos importantes".
Em época de Copa do Mundo o país para.
Para nós, pobres mortais, a Copa aqui muda em quê???
Os especialista (pq existe especialista em tudo) dizem que trará desenvolvimento (???)
A construção do Itaquerão fará com que Itaquera progrida e os investimentos que serão feitos lá, por causa da Copa, melhorarão a vida dos moradores.
Mas se a verba existe e as necessidades existem, não carece de Copa pra que se façam as obras.
O discurso gira em torno de melhorias para receber os turistas. Em que o turista é melhor do que a população fixa?
Eles trazem divisas. Ok! Mas no restante do tempo quem mantém a cidade, o país.
Quanto de resina, anestésicos e afins daria pra comprar para o SUS com o dinheiro do Itaquerão?
Quanto de saneamento básico poderia ser feito?
Quanto de aumento poderia ser dado aos policiais e professores?
Quantos Km de metrô seriam construídos?
Alguém dirá que estou fazendo demagogia, mas pra mim, este pensamento é ainda mais burro.
Pago imposto, voto e tenho direito a opinião.
Volto a dizer: Adoro futebol, mas me contento com os jogos do Verdão no Palestra ou no Pacaembú.
Que a FIFA, a CBF e a Seleção com seus médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, cozinheiros e jogadores façam obras e eventos com dinheiro arrecadado com suas apresentações.
Dinheiro publico não financia meu consultório novo, e olha que eu  cuido de saúde. Por quê então deve financiar estadio de futebol?
Essa é a minha opinião e que " Revoguem-se disposições em contrario".

sábado, 25 de junho de 2011

Mudanças

Estou de mudança. Mudança de casa!
Mudamos o tempo todo. Mulheres então...
Mudamos de roupa, de cabelo, de humor, de estado civil...Nem percebemos.
Mudamos de namorada pra esposa, de filha pra mãe, de estudante pra profissional e nem percebemos.
Vim pra esta casa recém casada e costumo dizer que quem me deu não perguntou onde eu queria. Me instalei no Jardim Brasil.
Formei familia e me estabeleci. Nem vi as mudanças.
Agora estamos prestes a começar uma nova fase.
Uma casa pensada e feita ao nosso gosto, que consumiu nossas economias e algumas noite de sono, há poucas quadras daqui.
A nostalgia está rondando meus dias.
Sentirei falta. 
Aqui eu conheço cada pedacinho e fomos felizes.
Viraremos a pagina e entraremos num novo ciclo. Um ciclo complementar. É uma sequencia, não tem começo nem fim.
Que a familia que aqui se instalar seja tão feliz quanto nós fomos.
Que o Universo conspire a nosso favor.
E que muitos canais de molares povoem minha agenda. 
Haja recurso pra realizar sonhos!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Ética profissional. Você tem???


Ética profissional, não gosto do termo.
Fiz uma representação contra uma colega no CRO há alguns anos.
Não porque ela falou mal do meu trabalho, mas porque falou inverdade.
Explico: Após exo do 38 impactado, o 37 ficou sem suporte ósseo na distal. Apesar de ter ocorrido a reparação óssea, o 37 sofreu necrose asséptica e precisou de endo.
A paciente (do tipo que procura preço), com dor, procurou outra colega, que diagnosticou a imagem radiolúcida no periápice como “cisto” que havia sido causado pelo apoio que eu teria feito sobre o 37 durante a exo do 38.
Munida de um rx periapical e de um “laudo” da colega, fui procurada pela cliente e pelo seu “educado” marido a fim de que eu pagasse parte de tratamento.
Me recusei e fui ameaçada com processo.
Liguei pra colega (minha vizinha!) pra tentar entender. Sabe como é, o paciente poderia ter entendido errado.
Infelizmente, a colega com muita soberba me disse: Se o dente não tem cárie, como ele poderia ter o cisto. Só pode ter sido pela exo.
A cliente usou de termos que só um profissional poderia tê-la orientado.
Fiz a representação. Marcaram a audiência. Uma espécie de conciliação.
A colega disse, que não tinha dito, o que provavelmente disse. Basicamente levou um puxão de orelha. Principalmente pelo “pseudo” laudo. A colega mediadora orientou: Você nunca coloca no papel e assina, algo que não pode provar.
Ela tratou o canal e disse que a lesão sumiu. Não era cisto!
Eu não esperava que ela tivesse ética profissional, mas sim, que fosse ética.
Ética=Caráter.
Não dá pra ter ética na profissão, ou na vida, ou no jogo.
Temos que SER éticos.
Em nome de um corporativismo falta-se com ética com o paciente. Não lhe faltou ética somente para comigo. Quando levou o paciente a crer em algo que ela não tinha certeza, faltou com ética para com ele também.
Conhecedores das dificuldades da profissão temos que ter o bom senso ao avaliar um caso. Por vezes aquela era a única solução possível.  Se repetido, o trabalho ficaria ainda pior. Mas por isso não se entenda: Mesmo estando ruim nada vou falar. Novamente seria anti ético.
Colocar-se no lugar do outro. Como eu agiria se fosse comigo? Essa pergunta é o fundamento da Ética.
A ministra da Cultura que recebe diária sem ter trabalhado.
Médicos, dentistas, enfermeiros etc, recebem por plantões que nunca fizeram.
Solvente misturado a gasolina.
Policiais corruptos.
Ética: Ou você tem, ou não tem.